






















|
|
Misérias e glórias do xadrez (17)
CARLOS LOPES
Kasparov conseguiu ser
preso pela polícia, no sábado (24/11/2007), em Moscou. Seu retrato, acenando da janela de um
ônibus da polícia, é suficiente. Pode acreditar, leitor, e nós temos alguma
experiência no assunto: ninguém que é realmente preso - isto é, preso contra a
sua vontade - se dá ao luxo desse tipo de salamaleque, até porque o humor nessas
horas não é muito propício a essas coisas. Mas, seu único programa eleitoral é
posar de perseguido, tal como fazia nos tempos da URSS. Ele acha que isso pode
funcionar agora, como funcionou antes. A diferença é que, nesse intervalo de
tempo, os russos tiveram a experiência do governo Yeltsyn e daquilo que Putin
chamou de “ditadura das oligarquias”, isto é, a ditadura dos que se tornaram
bilionários ao roubar o patrimônio público construído em 70 anos pelos povos que
compunham a URSS. Como já dissemos, sua oposição a Putin não é pelos seus
defeitos - e não faltaria o que criticar, se sua candidatura fosse séria - mas
pelas limitações que o atual presidente da Rússia estabeleceu para o império
desses nababos. Obviamente, defender que seu verdadeiro programa é acabar com
essas limitações, até Kasparov deve perceber que não rende voto. Daí a exumação
da postura de perseguido.
Não foi muito diferente a
atitude de Kasparov em 1993. Como não existia mais a URSS, o escolhido como
perseguidor foi a FIDE, mais concretamente, o seu presidente, Florencio
Campomanes.
Pela primeira vez em 18
anos, Karpov não era um dos contendores no match final para decidir o campeão
mundial. Perdera, na semifinal, para o inglês Nigel Short. O ex-campeão, nessa
época, já havia entrado naquela que Botvinnik chamou de “idade perigosa” para um
grande enxadrista – já tinha mais de 40 anos.
KRYLENKO
Com o fim da URSS, acabara
também a escola soviética de xadrez. Maiztegui Casas, no artigo que mencionamos
na parte anterior deste artigo, considera-a “o movimento enxadrístico mais
importante da história”, no que está certo. Nas suas palavras, “partindo da
base de que o destino da revolução era gerar o homem novo, mais
solidário, mais culto, mais inteligente e mais livre que o produzido pelo
capitalismo (...) o xadrez era o terreno ideal para mostrar a superioridade do
comunismo sobre o capitalismo. Por seu caráter eminentemente intelectual, por
seu aspecto de luta e confrontação direta e por seus elementos dialéticos, o
xadrez se prestava, como nenhuma outra atividade, a servir como teste da
formação e desenvolvimento do homem novo e para constatar, passo a passo,
seu predomínio sobre os burgueses” (grifos do autor).
Há algumas imprecisões
nessa descrição: dificilmente os dirigentes soviéticos, sobretudo os da década
de 30, achariam que “o xadrez era o terreno ideal para mostrar a
superioridade do comunismo sobre o capitalismo”, o que colocaria o nosso jogo
acima, por exemplo, da economia e da cultura... Além disso, Stalin, Molotov, e
outros, não andavam procurando um aparelho para medir o “homem novo”. Por isso,
não é prudente atribuir a eles a crença de que “o xadrez se prestava, como
nenhuma outra atividade, para servir como teste da formação e
desenvolvimento do homem novo”. Até porque, voltando ao argumento anterior, não
faltavam atividades humanas mais decisivas para a Humanidade.
Porém, Maiztegui Casas
atribui essas concepções não a Stalin ou Zhdanov, principais teóricos do PCUS,
mas ao então Comissário do Povo para a Justiça, Nikolai Krylenko. É possível, e
Krylenko, sabidamente, supervisionou o xadrez soviético até o final de 1937 (ver
as menções a ele nas memórias de Botvinnik, “Achieving The Aim”). Mesmo assim,
isso necessita de comprovação.
Maiztégui Casas faz
algumas considerações sobre a trajetória de Krylenko. Umas fazem parte daquilo
que podemos chamar, caridosamente, de “lendas da CIA”. Outras, nem tanto.
Portanto, é necessário dizer algo sobre o assunto, com base nos fatos
conhecidos.
Sabe-se que Krylenko,
julgado como traidor e condenado no final da década de 30, esteve entre os
primeiros casos a serem revistos na URSS. É interessante observar que, ao
contrário da maioria, isso se deu em 1955, portanto, antes do 20º Congresso
do PCUS e do relatório “secreto” de Kruschev (25 de fevereiro de 1956), numa
época em que a história anterior ainda não havia se tornado anátema, e em que
Molotov, Kaganovitch, Malenkov, e outros que depois foram afastados por Kruschev
como “stalinistas”, ainda estavam na direção do partido e do Estado soviético.
Sabe-se, também, que esses casos foram revistos após o afastamento de Lavrenti
Béria da direção do partido e do ministério do interior, em 1953, e que o ataque
inicial a Krylenko partiu de Bagírov, um dos mais chegados amigos de Béria,
durante a sessão do Soviet Supremo de janeiro de 1938.
A acusação de Bagírov
parece bastante mal fundamentada - mas não é possível um juízo definitivo, pois
só conhecemos dela os trechos reproduzidos por Roy Medvedev (cf. a coletânea
“Stalinism: Essays in Historical Interpretation”), que dificilmente pode ser
considerado uma fonte isenta, ou, mesmo, com alguma confiabilidade ou solidez -
seja nas conclusões, seja na reprodução de documentos históricos, seja quanto à
coerência.
Por outro lado, Béria
somente seria transferido da longínqua Geórgia para Moscou em agosto de 1938,
portanto, seis meses depois do discurso de Bagírov e do afastamento de Krylenko
- e somente em novembro desse mesmo ano ele substituiria Nikolai Yezhov no
Comissariado do Interior (NKVD). Aparentemente, é impossível a interpretação de
que partiu de Béria o ataque a Krylenko. Qual o seu interesse, em janeiro de
1938, no afastamento de Krylenko? É perfeitamente possível a existência de algum
fato que desconhecemos que explique porque Béria queria afastar Krylenko, mas
isso seria fazer uma especulação totalmente destituída de base factual.
Simplesmente, não há prova disso.
Mas, tudo o que foi dito
acima pressupõe como segura a premissa de que Krylenko era inocente. Como essa
é, em geral, a premissa dos anticomunistas ao abordar os processos e condenações
ocorridos na URSS após 1934, é preciso, pois, acautelar-nos.
Primeiro, porque Krylenko
foi réu confesso. E sua trajetória não era a de um homem que confessaria, se não
reconhecesse a sua culpa. A história de que ele teria sido torturado não foi
provada, assim como não foi em relação aos outros réus dos “processos de
Moscou”, e ela tem uma única fonte – um cartapácio denominado “Livro Negro do
Comunismo”, que, como o leitor pode julgar pelo título, é uma obra muito isenta.
Além disso, a presunção de que a tortura leva o torturado a confessar qualquer
coisa, é uma crença muito conveniente aos torturadores, mas nem por isso é
verdadeira. Apenas, não é um acaso que os anticomunistas doentios e os
torturadores tenham esse credo em comum...
Em segundo lugar, houve,
realmente, na época, dirigentes do partido e do Estado que se tornaram culpados
de traição. Em 1938, a URSS, sob pressão conjunta da Alemanha, da Inglaterra e
da França, além de seus satélites no Leste europeu, estava à beira da guerra -
uma guerra que, mesmo na direção do PCUS, muitos achavam que era impossível
vencer. Daí, as tentativas, baseadas no medo e na ilusão, de fazer concessões,
inclusive territoriais, para evitar a guerra - o que somente seria possível se
fossem eliminados os principais dirigentes do partido e do Estado. Como sabemos,
essas tentativas não foram bem sucedidas. Mas existiram, e não foram pouco
importantes os que se envolveram nelas.
Por último, a
“reabilitação” de Krylenko também é insuficiente como prova de sua inocência.
Tukhachevsky, vice-comissário da Defesa até 1936, foi também “reabilitado” (é
verdade que somente em janeiro de 1957, portanto, depois do 20º Congresso),
apesar de todas as provas contra ele, inclusive provenientes de fontes
anticomunistas, e da admissão atual de vários autores de que ele realmente
tramava um golpe de Estado para barganhar, em seguida, com os alemães (para as
fontes mais antigas, ver, p. ex., “Moscow 41”, de Alexander Werth; ou o próprio
Churchill, “The
Gathering Storm”; e a anotação feita por Goebbels, em seu diário, a respeito dos
comentários de Hitler sobre a “oposição” de Tukhachevsky a Stalin).
Embora não tenhamos uma
resposta completa para a significação do caso de Krylenko, é necessário levar em
consideração os fatos, e não as lendas, ao se referir tanto a ele quanto a
outras figuras da época. Botvinnik traça dele um retrato não isento de
ambigüidade: “os jogadores ao mesmo tempo tinham medo e gostavam de Krylenko”.
Ou: “não participei do campeonato da URSS de 1937 porque estava defendendo a
minha tese. (....) Krylenko enviou-me um telegrama ameaçador: 'vou discutir sua
conduta no Comitê Central'”, o que parece algo tanto autoritário quanto,
simplesmente, bobo. Imagine-se o Comitê Central do PCUS, em 1937, assoberbado
por problemas políticos nacionais e internacionais extremamente complexos,
dedicar-se a discutir se Botvinnik agiu certo ou errado ao não participar do
Campeonato Soviético de Xadrez daquele ano para dedicar-se à sua tese
universitária...
Porém, o mais importante é
que, embora escrevendo 40 anos depois, Botvinnik não faz comentários sobre o
afastamento e posterior condenação de Krylenko, o que, visto que ele foi
“reabilitado” em 1955, seria natural esperar. Aliás, considerando a cúpula
soviética da época em que escreveu suas memórias, se ele fizesse isso, até seria
bem visto. No entanto, a impressão que ele passa é a de que se sentiu aliviado
com o afastamento de Krylenko.
CONFUSÃO
Fomos
obrigados a essa digressão pelos problemas históricos colocados pelo texto de
Maiztegui Casas. Entretanto, isso não lhe retira o mérito de haver percebido que
a escola soviética de xadrez era a aplicação, em um campo específico, de uma
visão geral de mundo. Obviamente, isso incluía um freio ao comercialismo e tinha
no centro a idéia de que jogadores de xadrez não são apenas jogadores de xadrez,
mas seres humanos.
Este último aspecto estava
implícito quando Botvinnik disse que Fischer era “uma máquina de calcular”.
Apesar de Fischer ter sido o jogador ocidental que mais absorveu as pesquisas
soviéticas em xadrez, isso não o fazia membro da escola soviética - nada mais
estranho a ela do que um sujeito que só jogava xadrez, só pensava em xadrez e
somente lia sobre xadrez.
Assim, Botvinnik foi um
dos cientistas mais importantes na área elétrica e, depois, na informática.
Smyslov era um cantor lírico de méritos. Taimanov era um excepcional pianista.
Tahl, apesar de seu quase vício pelo xadrez, um professor de literatura. Talvez
o único que dedicou-se somente ao xadrez tenha sido Petrosian, que, devido às
circunstâncias da vida, era antes um trabalhador braçal pouco qualificado.
Hoje em dia é mais ou
menos habitual que alguns jovens, estilo Magnus Carlsen, abandonem a escola para
dedicar-se ao xadrez. Antes de Fischer, até no ocidente isso era inadmissível:
ver a sentença da Justiça americana que separou o então menino-prodígio Samuel
Reshevsky dos pais, que, em vez de cuidar de sua educação, dedicaram-se a ganhar
dinheiro com as exibições do filho. Mas isso, é claro, foi no governo
Roosevelt...
A escola soviética de
xadrez compreendia também uma estrutura, que tinha por base as instituições dos
“pioneiros”. Mas tudo isso deixou de existir com a URSS.
PCA & ETC.
Em 1993, o conflito de
Kasparov com a FIDE era basicamente o conflito do mercantilismo sem limites com
os freios a ele que ainda existiam - em suma, com o que restava da escola
soviética de xadrez. A FIDE, apesar de sua trajetória de curvar-se aos ditames
ocidentais da “guerra fria”, ainda conservava algum respeito pela esportividade.
Ao negociar com Alekhine,
em 1938, um match pelo título mundial, Botvinnik surpreendeu-se com a
desenvoltura do então campeão em questões monetárias. E comentou, sobre si
mesmo: “eu não tinha necessidade de dinheiro”. Ou seja, jogar xadrez, para ele,
não era um meio de vida, muito menos de enriquecer.
Mais de cinquenta anos
depois, Kasparov e Short resolveram passar por cima da FIDE e realizar um match,
sob os auspícios do “The Times”, de Londres, pelo título de campeão mundial - e,
naturalmente, Short não era páreo para Kasparov.
A associação paralela
fundada por Kasparov, a PCA (Professional Chess Association), que sucedeu a GMA
e antecedeu o WCC (todas essas siglas rotulando um mesmo conteúdo, apenas com
contratos comerciais algo diversos) poderia ser definida por duas
características: a) um mercantilismo sem limites - o xadrez em função dos
patrocinadores, isto é, do dinheiro; b) uma corte para Kasparov - tanto assim
que deixou (ou deixaram) de existir logo que Kasparov perdeu um match organizado
por ela: contra Kramnik, em outubro de 2000. Não era para isso que ela existia.
Mas, após 1993, o que se
tornou inviável foi a FIDE. Sem a URSS, também ela passou a depender de
patrocinadores. Mas estes, a começar pela Intel, preferiram a associação de
Kasparov - que, afinal, havia sido fundada para servi-los, em troca de algumas
migalhas (e, se o leitor achar exagerado essa palavra, diríamos que, para esses
financiadores, o que passaram para a PCA não merece outro nome).
Da mesma forma, a mídia. O
leitor que não é um aficionado em xadrez já deve ter ouvido que Kasparov
continuou campeão do mundo ao vencer Short em 1993. Mas certamente ignora que o
campeão da FIDE, ao vencer Timman, foi, outra vez, Karpov. Que Kasparov venceu o
indiano Viswanathan Anand no campeonato seguinte, mas não que Karpov foi outra
vez o campeão, ao vencer Kamsky. Nem que, em 1998, o mesmo Karpov venceu o mesmo
Anand que havia perdido de Kasparov, pelo título de campeão do mundo.
Em suma, instaurou-se a
confusão geral. Jogadores iam da FIDE para a PCA e da PCA para a FIDE, sem que
esta mantivesse a mínima autoridade moral sobre o xadrez mundial. No meio dessa
confusão, Kasparov ainda arrumou um match pelo título mundial com... um programa
de computador, o famoso Deep Blue. Obviamente, não é essa a versão de Kasparov,
mas alguém recordou que ele havia escrito: “Usando os modos geralmente
aceitos de contar os campeões, Garry Kasparov é o 13º campeão; o único modo de
alguém tornar-se o 14º é derrotar o 13º” (Chess Life, 08/1993). Ele não se
advertiu de que, por esse desregrado critério, Fischer ainda seria o campeão
mundial. Mas, quando Kasparov perdeu para o Deep Blue, num match em 1997, vários
saudaram o novo campeão...
Na verdade, os supostos
duelos “homem x máquina” são outro capitulo dessa comédia. É evidente que
jogar com um computador é jogar com uma criação humana. Portanto, não se
justifica tal alarido em torno desses matches, senão como forma de ganhar
dinheiro. Além do mais, como observaram Karpov, Susan Polgar e outros, um duelo
desse tipo somente seria justo se o programa de computador contasse apenas com
seus próprios recursos. No entanto, isso não é verdade: os programas de
computador, até hoje, não conseguem jogar bem uma abertura nem um final de jogo.
A solução foi dar a ele livros de abertura e de finais (“tablebases”) onde as
posições já estão determinadas, além, evidentemente, de um banco de partidas,
jogadas por humanos, cada vez maior. Em um jogo onde, além do mais, o tempo é
decisivo, isso torna a partida cada vez mais desigual - não para a “máquina” em
relação ao “humano”, mas para os humanos que criaram o programa em relação ao
jogador humano que o enfrenta sem livro de aberturas, sem livro de finais e sem
poder consultar um banco de dados de partidas.
Esse é o aspecto falso mas
não fraudulento desses duelos. Porém, há outro: em 2003, quando outro duelo
“homem x máquina” foi promovido, com Kasparov recebendo US$ 500 mil e mais uma
bolsa de igual magnitude (60% se vencesse, 40% se perdesse), pagos pela
Technologies Corporation para promover o seu “Deep Júnior”, aconteceram algumas
coisas incríveis.
Na primeira partida, o
“Deep Júnior” fez uma tenebrosa 17ª jogada e perdeu a partida. Na terceira,
Kasparov resolveu retribuir a gentileza e competir com a máquina em cálculo - o
que ele sabia, desde o Deep Blue, que é praticamente impossível. Programas de
computador podem ser vencidos porque sua análise da posição não é acurada, mas
jamais no cálculo de seqüências de jogadas - afinal, é para calcular coisas
semelhantes que os computadores e seus programas existem.
Na 5ª partida, o
computador simplesmente sacrificou uma peça sem compensação, ou seja, fez um
sacrifício errado, algo inédito, pois se trata de um grosseiro erro de cálculo.
Mas nem por isso perdeu a partida. Na 16ª jogada, numa posição ganhadora,
Kasparov ignorou a óbvia continuação e o computador forçou o empate. Depois
disso, na última partida, estando numa posição superior, Kasparov propôs o
empate, o que deixou o match igualado.
Escrevendo no site “Jaque”,
Amador Cuesta Robledo resumiu: “a palhaçada do match Kasparov x Deep Júnior
só é comparável a outra pantomima, também sem graça nenhuma, que foi o match
Kramnik x Deep Fritz”, também finalizado com empate. Cuesta Robledo nota que
esses empates entre “homem” e “máquina” só serviam para que houvesse “outros
matches e mais dinheiro para esses espertalhões”. E, sobre a última partida:
“mesmo com posição superior, Kasparov propôs empate, igualando o match em
definitivo. E logo teremos uma revanche, porquanto nunca faltarão imbecis para
prestigiar esses ridículos despropósitos” (citações de Cuesta Robledo em
Hélder Câmara, “A Festa Circense”, 15/02/2003).
Quanto ao último item,
Cuesta Robledo parece que não tinha razão: já há algum tempo estão escasseando
os imbecis para essas finalidades. Mas acertou em relação a “outros matches”. No
mesmo ano, Kasparov conseguiu outro confronto “homem x máquina”, dessa vez para
promover uma versão do programa alemão “Fritz”. Naturalmente, o match terminou
empatado. Por que o fabricante iria pagar a ele US$ 175 mil? Para ter a
propaganda de sua mercadoria prejudicada? Mas é sintomático que o cachê tenha
descido de preço, razoavelmente, em poucos meses. |
|























 |